1.12.11

Com Suma O Que Me Consome

"Um chá deve ser amargo como o abismo e pungente como uma espada." - Lemony Snicket

Quem me conhece, sabe o quanto sou louco por chá. Dentre os que aprecio com mais frequência, estão os verdes com ou sem maracujá, erva doce nacional ou importada e o incomparável chá preto com canela.

Infelizmente os mercadinhos aqui de perto estão muito mixurucas quanto a este quesito. Não se encontra nada além dos que as tias e vovós estão acostumadas: boldo, carqueja, capim cidreira e afins.

Dando uma passeada pelo Wal-Mart um dia desses caí na toca do coelho e me senti como um chapeleiro maluco com a variedade de chás que encontrei por lá. Só da Dr. Oetker tinha uns 10 tipos diferentes: aromas e frutas, ervas, flores e frutas, travel senses e até uns de nome brega, porém interessantes quanto aos aromas, chamados de românticos. Foi neste mercado que certa vez encontrei um Red Zinger da Celestial Seasonings delicioso! Com tanta variedade, versus minha eterna indecisão e falta de tempo, optei por uma das caixas promocionais de Morango e Framboesa + infusor, deixando a outra, de maçã, canela e caramelo para a próxima. Uma das coisas que mais chama a atenção neste produto é a apresentação da erva. No bom estilo casa de chás, o produto vem livre dos sachês de papel, acomodado no interior de um pequeno container, protegido por um invólucro plástico. O difusor de borracha, apesar de um tanto brega demais pro meu gosto, funciona bem. A grande surpresa fica mesmo para o próprio chá infuso. De forte coloração e um aroma único, lembra bastante o Red Zinger, com seu sabor cítrico e encorpado. Percebe-se tanto o morango quanto a framboesa na mistura. Contudo, não é um chá para curiosos, pois se trata de um produto realmente encorpado. Aqueles acostumados com os sachês da Leão podem estranhar e muito este tipo de produto. Recomendo quente e principalmente gelado, na beira da piscina, num fim de tarde ou numa madrugada especial acompanhando um bom livro!

29.4.11

Escotilha

Neomorphus é um curta-metragem intrigante dirigido pelo estúdio Animatorio. Transformação através dos estágios de mudança. A evolução neomorphic, criaturas imaginárias que se encaixam em um ecossistema e da transformação desses habitats para essas criaturas cria um ciclo fantástico.

24.4.11

#001 - Carma e Unha

Após décadas de esquecimento, finalmente convidaram-me para um desses encontros de ex-alunos. Na certa, acharam o nome em alguma prova perdida ou livro de formatura. Fuçaram o endereço nas páginas amarelas e aqui estou. Para variar, chego atrasado, como sempre. Escolheram a casa de um tal Renato para este ano. Lugarzinho difícil de encontrar. Sou plebe, pobre, podre. Não ando pela nobreza faz tempo.

Na entrada da pequena mansão, um segurança gigante pede-me o convite. Entrego-lhe o papel todo amassado e atravesso os portões. Sua cara desconfiada segue-me por todo o jardim. Fazer o quê? Cada um com o seu carma. Nem todo mundo fica rico com essa porra de internet. Pra falar a verdade nem me lembro da cara desse cdf. Vim mais pela comida. Nessas festas o Buffet é sempre de primeira, ainda mais aqui pra zona sul. Um pouco de tudo sobre a mesa de quem não vale nada. Avanço na tábua de frios para almoçar as oito da noite. Sabe como é... correria o dia todo. Não deu tempo nem para cortar as unhas. Uma série de compromissos forçou-me adiar esta tarefa inútil e ao mesmo tempo vital, pelo menos para mim. Pois se existe algo que me tira do sério, é isso. Fico agoniado quando minhas garras estão expostas. Não sou uma espécie de lobisomem contemporâneo, no entanto, esta condição sempre me enlouqueceu. Não raciocino direito. Sinto o acúmulo de sujeira por debaixo das unhas e o espaçamento insuportável que ela promove. Fico pelos cantos, acuado como um bicho. Tento escondê-las, colocando-as para trás como se fosse suficiente. E quem me olhar deste ângulo? Recolho os dedos para dentro das palmas, serrando os punhos como um felino. Se alguém me pergunta algo sobre qualquer coisa, digo logo que não sei e mando embora. Quero que se afastem de mim. Não suporto o horror de um questionamento sobre minha higiene. Por mais que isso só diga respeito a mim, e que ande quase sempre asseado. Parece loucura, mas meu corpo responde de uma forma instintiva e por pouco não cravo as unhas no rosto de alguém. Sinto-me fora de controle. Lavo as mãos numa constância desordenada à procura de limpeza. Tento reprimir o monstro que procura saída através dos dedos. Não posso permitir que o faça. Não na presença de estranhos. Para eles, devo parecer normal como todos parecem a mim. Preciso apenas manter a troca de gentilezas o máximo possível.

Procuro pelo cortador uma vez mais em minha mochila. Não está. Droga. Sinto que a qualquer momento vou atacar um dos convidados sem a menor intenção de fazê-lo. Olho para o canto da sala. Uma mulher de vermelho me encara. Seu vestido marca um volume promissor para o fim da noite. Mas desse jeito, não vai rolar. Já procurei no lavabo por algo que pudesse usar. Nada. Preciso de um plano. Qualquer coisa. Miro o cenário e traço minha diretriz. Uma escada leva para o segundo andar. Lá deve ter um banheiro de verdade. Passo rápido pelo garçom e pego uma bebida. Apesar de acompanhar meus movimentos, não percebe o tamanho das garras. Sigo em frente driblando um grupo de possíveis ex-colegas. Nossa, faz tanto tempo... Nem lembrava que havia freqüentado uma turma como essa. Pronto, estou de frente para a escada. Tomo minha dose de coragem e subo sem pestanejar. Ouço um “psiu” ao fundo. Finjo que não é comigo e acelero o passo. Um corredor surge em minha frente. Seis portas dispostas ao longo do caminho. Três de cada lado. Uma delas deve dar num banheiro. Não tenho muito tempo. Sigo direto para as últimas. Não sei por que, mas os banheiros ficam sempre no fundo. Escolho a da esquerda na certeza de ter errado. Na mosca. Parto para outra e dou de cara com um lugar enorme e esmaltado. “Internet do caralho...” Não fosse pela privada, tentaria outra porta. O lugar é bonito. De classe. Paro por alguns segundos e admiro as toalhas penduradas. Pelo cheiro, não era realmente para alguém como eu sair invadindo. O lugar tem um aroma adocicado, como perfume importado. Coisas bacanas se espalham pelos cantos. Parece a vitrine imaculada de um shopping bem caro. Passo de leve a mão sobre o delicado tecido, quando incito a fera. Minhas unhas contrastam com a beleza de um bordado dourado. Encolho a pata novamente quando sou desperto por uma seqüência de batidas na porta. Merda. Aquele psiu me seguiu até aqui. Desço rápido até o armário e fuço as gavetas em busca de um cortador. Esqueço que essa gente, mesmo os homens, não espalham restos de unha pela casa. O salão é sempre a saída para desovar dejetos e intrigas. Nada. Suo frio. Abro os compartimentos de um display na outra extremidade. Em vão. O suor brota alucinado em minha testa. O monstro está prestes a assumir a situação. Preciso me controlar para não gritar com quem insiste do outro lado da porta. Minhas mãos tremem descompassadas. A camiseta encharca debaixo dos braços. “Senhor.” Alguém chama do lado de fora. E agora? Respiro fundo. Estou arqueado de joelhos sobre o piso gelado do banheiro. Fui pego. Penso em levantar e continuar minha busca. Não dá mais. A fera está quase lá. Caio sobre o tapete da pia e desesperado, levo as mãos ao rosto. Elas tentam descer. Por quê? Insisto novamente. Sinto o deslizar suado de uma delas sobre o meio dos lábios. Uma pontada de consciência, talvez a última daquela noite, vibra em minha mente. Não expando minha armadilha até que o último dedo passe pela fenda molhada. Pronto. Agora eu te peguei! Mordo a ponta de uma das unhas e sinto o dedo repuxá-la para baixo. Resisto. Apesar da dor, essa é minha última saída. Forço uma arcada contra a outra e parto um pedaço da primeira garra. É impressionante como isso enfraquece a besta. Continuo o trabalho com o tornilho improvisado a puxar o restante com a força dos braços. Aos poucos sinto sua raiva esvair-se pelo longo das pernas. A cabeça lateja fulminante e então volto a ouvir o chamado no corredor. “Só um minuto...” digo. Minha voz soa fraca até mesmo para mim. “Já estou saindo.” Termino o serviço antes do que imaginava. Cato os restos da fera no chão e os atiro na água azulada do vaso. Respiro aliviado ao acionar a descarga e retomar a situação. Lavo as mãos com um sabão melhor que o xampu mais caro que já pude comprar e saio. Três pessoas, inclusive o segurança da entrada me aguardam do lado de fora. Finjo que não é comigo e sigo para a escada. Eles me acompanham numa pequena formação. Ao descer, pego outra bebida. Aceno para a turma de longe. Idiotas. Ainda estão lá, nos mesmos lugares. Passo pela loira de vermelho e pergunto se quer dar um pulo lá em casa. Ela diz que não dá. Gira uma aliança grossa no dedo e aponta para um careca com um Ipod no meio da roda. Deve ser o tal Renato. “Sou casada” completa. Dou de ombros e me mando. Na saída, belisco sua bunda por trás do vestido. Ela sorri. Não tem jeito. As garras foram aparadas, mas a fera continua aqui dentro.

2.4.11

Change!

Há quanto tempo as palavras não correm por estas páginas! Mudanças estão chegando ao Mimeógrafo. Mudanças consideráveis! Aguardem o dobrar dos sinos, pois em breve, elas surgiram. - T.s.

9.12.10

Escotilha

La Maison en Petits é um presente de natal para o Mimeógrafo. Uma história belíssima, merecedora do Oscar recebido em 2009. Enquanto sua cidade é lentamente engolida pelo mar, um viúvo idoso é forçado a construir novos andares em sua casa para se manter acima da água. Quando ele acidentalmente deixa cair seu cachimbo preferido, a procura pelo objeto o faz reviver cenas de seu passado.

5.12.10

Carbono Cultural

Livro - Lemony Snicket - O Pedacinho de Carvão: O Natal é, em si, um episódio de milagre; por isso, nessa época do ano se contam histórias sobre adventos, renascimentos e salvações, entre toda sorte de acontecimentos maravilhosos.
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Em O pedacinho de carvão, Lemony Snicket, autor das Desventuras em Série, faz um relato repleto de milagres, vividos por um pedacinho de carvão que estava interessado em ser artista.
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Ele sonhava poder desenhar linhas pretas e rústicas sobre uma tela ou, mais provavelmente, sobre um peito de frango ou um filé de salmão ao participar de um churrasco. Mas ele vivia no hemisfério norte e ainda por cima estava no fim do ano, quando faz frio e ninguém pensa em churrasco com neve.
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É por isso que ele um dia cai de um saco e sai a zanzar - um segundo milagre, já que normalmente carvão não pensa nem anda - à procura de alguma coisa interessante para fazer. A partir daí, é milagre que não acaba mais.
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Para todos os efeitos, basta dizer que o pedacinho de carvão vive situações inusitadas (como conhecer o Papai Noel em uma loja de conveniência) até virar dono, junto com um amigão que ele faz no meio do caminho, de um restaurante de comida coreana, que funciona como ateliê de arte durante as noites de frio.
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Uma “típica” história de Natal saída da cabeça maluca e descontraída do autor que narrou, com tanto sucesso, as agruras de três irmãos gêmeos que atendiam pelo sobrenome de Baudelaire. - Companhia das Letras
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Filme - O Estranho Mundo de Jack: Você está cansado de assistir a filmes de natal? Então se prepare para uma viagem ao estranho mundo de Tim Burton!

Ao contrário do que muitos pensam, o filme "O Estranho Mundo de Jack" não foi dirigido pelo diretor, apesar de tê-lo escrito e produzido. Mas para quem pensa que isso fez com que o filme perdesse a “cara” do famoso Sr. Burton está enganado. A escuridão e a estética bizarra estão presentes em toda a história, não é a toa que o título em inglês inclui o nome do famoso cineasta.

É literalmente uma viagem à mente de Burton. Cada pedaço de massinha da animação em stop motion parece ter sido feita sob medida pelo diretor. Ah, eu já disse que se trata de um musical?

Todos os anos, no dia das Bruxas, Jack apresenta sua performance celebrando o Hallowen. Cansado de cantar e atuar sempre sobre o mesmo tema, o rapaz sai em busca de nova fonte de inspiração. Eis então que Jack descobre acidentalmente "Christmas town", um lugar mágico, colorido e feliz, cheio de crianças e liderado por um grande e poderoso senhor: Papai Noel.
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Maravilhado com tanta beleza e novidade, Jack tenta levar à Hallowen town o clima natalino. Após muitas experiências em sua casa, Jack anuncia que naquele ano haverá uma noite de natal ao invés de o dia das bruxas.

Sempre que pode, Sally (sua namorada) ajuda o artista à por suas idéias em prática. Um dia, porém, a boneca de remendos tem uma visão que faz com que ela pense que algo de muito ruim acontecerá na grande noite de apresentação. Para saber como a trama se desenvolve, só assistindo o filme...

Em "O Estranho Mundo de Jack", Tim Burton desconstrói o natal a partir de seu ponto de vista e nos apresenta um incrível universo à parte: sua imaginação. - Central
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Disco - Belle & Sebastian - Write About Love: Fora os fãs, alguém sabe quem é quem no Belle And Sebastian além do vocalista e “chefe” Stuart Murdoch sem uma boa pesquisada? Acho muito mais fácil alguém falar sobre a Isobel Campbell, que já saiu há quase oito anos da banda, ou sobre como gosta dessa “dupla” do que acertar o nome de qualquer outro integrante. Injustiça com esses caras. Poucas bandas têm um som tão seu quanto o Belle & Sebastian e com certeza esse mérito não é só de Stuart, ainda que seja impossível precisar isso. É fato que a banda desde o seu primeiro disco não vacila muito. Dos ótimos três primeiros albúns em exatamente três anos e dois discos menores na sequência, após a saída de Isobel em 2002, a banda redefiniu sua postura e só melhorou. O grupo que fez “Storytelling” ainda está lá, só um pouco menos pretensioso sabendo que pode escrever grandes músicas pop.
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Nessa mudança ficaram menos lo-fi e calminhos para um som mais próximo do rock, mas isso na falta de outro termo. Eles continuam desagradando quem gosta de barulho e seguem fazendo delicadas e cuidadosas melodias. Um som que agrada – ou desagrada – logo. Nesse novo disco não é preciso muito para sacar que é o Belle and Sebastian ali, ainda que a voz de Stuart só entre na primeira música, “I Didn’t See It Coming”, lá pelo final.
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É certo que muitas críticas cairão na conversa de que a banda está se repetindo. Longe disso, ganhar uma sonoridade tão própria não é se repetir. Diferente de um U2 reciclando riffs, o Belle and Sebastian parece fazer canções diferentes com uma pequena palheta de cores a disposição. Mesmo que venha a sensação de que você já escutou “Come on Sister” ou “I Want The World To Stop” elas não soam como sobras de uma banda cansada. A criatividade deles está intacta, ainda que pareçam seguir uma cartilha de composição de vez em quando que se repete bastante e pode cansar. A fórmula dos versos dobrados com as harmonias vocais deixa muitas músicas com o mesmo gosto, mas tudo bem enquanto eles fizerem bons refrões, como é o caso aqui.
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Se um dos pontos positivos do disco é a manutenção das qualidades dos dois trabalhos anteriores, outro acerto é quando eles inovam. Aí entra em cena Norah Jones e a banda faz uma balada com toque de jazz, excelente e bem diferente de qualquer coisa feita antes. “Little Lou, Ugly Jack, Prophet John” é uma música deliciosa e tem um toque especial, uma cadência que foge do padrão característico do grupo. A influencia de Norah é enorme nessa quase bossa, o que lembra muito a participação dela no disco do Foo Fighters, “In Your Honor”. Outros momentos diferentes aparecem quando Stuart dá espaço para o guitarrista Stevie Jackson cantar a animada “I’m Not Living In The Real World”. Outra participação especial é a da linda atriz Carey Mulligan, conhecida por ser a protagonista de “Educação” – que tem roteiro de Nick Hornby, o autor do livro “Alta Fidelidade”, que em sua versão para o cinema contém provavelmente a mais engraçada citação pop ao Belle and Sebastian. Ela faz os vocais na faixa-título “Write About Love”, outra que tem gosto de já escutei antes, mas é ótima. O lado mais acústico e melancólico, que lembra os primeiros discos, aparece só um pouco e é na curtinha “Read The Blessed Pages”.
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“Write About Love” é o disco de um grupo muito tranqüilo e seguro, tanto que vem do maior hiato da banda, 4 anos. Até as composições menos marcantes não são faixas fracas para completar o disco. E o equilíbrio entre composições que são características do grupo com coisas novas acabam sendo uma opção melhor do que pirar em mudar completamente de uma vez só e errar feio. Numa banda dedicada dessas, saber só o nome de um dos integrantes é um erro mesmo. Ainda que os melhores discos tenham ficado com o final dos anos 90, aquela época estranha do rock, não é nada má idéia um disco bom deles de três em três anos. Sem pressão. Quem precisa de outro disco clássico? - Bloodypop

28.11.10

Com Suma O Que Me Consome

Encontrei!!!
Não o cupom dourado... O Gobstopper!
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Quem não se lembra de A Fantástica Fábrica de Chocolate? Não falo da versão megalomaníaca de Tim Burtom, mas do eterno clássico da sessão da tarde com o Sr. Wonka: Gene Wider.

Quem nunca sonhou em ter um Umpa Lumpa, comer uma barra Wonka ou encontrar o disputado cupom dourado para visitar a fábrica de sonhos de Roald Dahl?

Sem mencionar é claro, o Gobstopper permanente. Lembra dele? Era um dos maravilhosos confeitos que a fábrica produzia em segredo e que cada criança contemplada com o cupom dourado recebera a oferta de roubar uma amostra e entregar ao espião sorrateiro que aparecia no local onde eram premiadas.

O doce tratava de uma bala sem fim. Pois é... Quanto caminho legal para chegar aqui! É sobre o Gobstopper que eu falo agora. Não o permanente, mas o possível! Passeando um dia desses pelas vielas lotadas de um shopping da cidade, encontro numa banca de doces e gomas a maravilha que me remeteu a tudo isso. Não pestanejei. “Vê-me uma moça! Duas... Três...” Dava vontade de levar tudo! Se fosse o “original” bastaria um... pelo resto da vida!

Tirando a carga emocional, o docinho na verdade não tem nada demais. São esferas coloridas de diversos sabores e tão duras que parecem realmente eternas. Só que acabam mais rápido que imaginamos. O recheio é de uma massa azeda, cítrica, que quebra o doce da casca.

Confesso que tive pena de abrir a embalagem. Mas como provar?! (rsrs) Agora vou comendo aos poucos. Fazendo com que seja permanente enquanto dure!