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18.10.17

LOVECRAFT | MEDO DO DESCONHECIDO

Para quem ainda não leu a biografia de S.T. Joshi | A Vida de Lovecraft, que saiu pela Hedra já tem um tempinho, segue um documentário básico sobre o escritor, conhecido como o maior autor de ficção sobrenatural do século XX.


Com quase uma hora e meia de duração o filme narra a vida conturbada de Lovecraft, sua relação com a escrita, sociedade, trabalho e família, examinando diversas obras como: O Chamado de Cthulhu, Nas Montanhas da Loucura, O Caso de Charles Dexter Ward, entre outras.


A direção é de Frank. H. Woodward, e conta com participações de Guillermo Del Toro, Neil Gaiman, John Carpenter, Peter Straub e uma pá de gente bacana. Espia só:

10.10.17

B&S | How to Solve Our Human Problems


Enfim, uma notícia bacana no underground sonoro! BELLE AND SEBASTIAN anunciou hoje no site oficial da banda o lançamento da tão esperada trilogia de EPs | How to Solve Our Human Problems.

O primeiro disco sai agora em dezembro (08), o segundo em janeiro (19) e terceiro em (17) fevereiro. O primeiro single | I'll Be Your Pilot | já está disponível no canal bellesglasgow no YouTube. E como sempre, é uma delícia. Espia só:

1.10.17

JOGO PERIGOSO


Jogo Perigoso (Gerald´s Game) de Stephen King já está disponível na Netflix. Vamos ver no que deu?! Espero que não seja mais um fiasco daqueles! Se bem que o texto original também não é nenhum primor, né?

Este ano está pipocando de adaptações de King. Vamos torcer para que esta, assim como as demais | Sim, achei o novo "IT" bem fraquinho, mas não vamos falar dele agora. Deixa o hype baixar! |, não dê “bug”! Assista ao trailer aí... abaixo digo o que achei do filme e dou minhas caveirinhas. Fiquem espertos!

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Sobre Gerald´s Game... Achei que fosse bem pior!


Com atuações razoáveis, uma pegada cafona, super "anos 90", mas um ritmo fluido (a trilha sonora poderia ter ajudado um pouco mais), Jogo Perigoso acaba sendo um bom filme, se comparado às adaptações amargas que os fãs de King têm engolido nos últimos anos.


Mike Flanagan entrega uma história embrionariamente “cansativa”, de forma amena, onde não se percebe as quase duas horas de duração. E além de fazer referências a outras obras de King como “Cujo” e “Dolores Claiborne”, Flanagan ainda encontra uma brecha no elenco para encaixar Henry Thomas, o eterno Elliott de E.T. do Spielberg. Achei bacana!


Contudo, o filme derrapa feio no final, quando envereda por uma pá de explicações desnecessárias, em uma miscelânea de cenas dispensáveis, num climão brega pra dedéu!


Ainda assim, leva três caveirinhas! 💀💀💀

28.9.17

THE MIST VIROU FUMAÇA

Antes que o mal cresça, corta-se o rabo e a cabeça!


O Nevoeiro (The Mist), série baseada no conto homônimo de Stephen King foi oficialmente cancelada após terrível primeira temporada. Lembro de assistir aos episódios iniciais e comentar com os amigos que aquilo não iria adiante. Produção falha e sem entusiasmo, de roteiro frouxo, com péssimas atuações e diálogos sem nexo. Não tinha outro destino a não ser dissipar-se, como fumaça, no limbo das séries. Uma pena, pois o texto original é ótimo! 

21.9.17

O QUE VEM POR AÍ?


Tem uma galera querendo saber o que estou fazendo. O que eu tenho escrito. Se pretendo publicar. Onde? Quando? Bem, vamos responder as cartinhas:

Comecei escrevendo roteiros em minha Olivetti Tropical. Curtas. Cheguei até a produzir alguns. Vídeos, 35mm. “Visões Suspeitas” participou de festivais como o de Tóquio, ganhou prêmios e menções honrosas pelo país. Outros não foram adiante. Passei a trabalhar pesado no comércio e os projetos esfriaram. O cinema se foi. E com ele, a ideia de ver minhas histórias ganhando corpo fora da cabeça por um tempo.

Visões Suspeitas. Suspense Experimental.

Acabei encontrando na escrita (literária) | como não poderia deixar de ser | a forma de colocar as imagens para fora. Não precisaria mais de câmera, luz e ação. A coisa agora era entre eu e o papel. Jogava a força na caneta e deixava o troço passar, tipo Chico Xavier. Os curtas viraram contos. Os longas, romances, novelas, textos experimentais.

Escrevi muita coisa nos últimos anos. Mais de sessenta contos. Argumentos. Roteiros. Ideias para livros. Amontoei um monte de coisas numa caixa vermelha dentro do armário. Escrevia pra mim, como dizem; como ainda faço. Para calar as vozes. Pra dormir em paz. Mas elas não se calam. Nunca vão calar. E entre um silêncio e outro, tinta no papel!

Primeiro laptop. Carinho por essa tranqueira.

De um tempo pra cá, enquanto escrevia outras coisas | já, já eu falo |, resolvi revisitar esse material. Abrir a “caixa vermelha”. Acabei me surpreendendo não só com a quantidade e qualidade dos textos que encontrei, mas com a divisão clara que existia entre eles. Havia ao menos três fases distintas em meus preâmbulos. Uma inicialmente sombria e misteriosa, influenciada por Poe, Kafka, Hitchcock, Zé do Caixão, histórias estranhas contadas por membros da família. Uma outra, mais colorida, ácida e sarcástica, da época em que alimentei um blog por três anos, escrevendo só para amigos como um personagem politicamente incorreto. E uma terceira, volátil, experimental, com vinhetas, frases soltas, estruturas deformadas... enfim, numa espécie de fuga ou passagem para outro momento.

Minha ideia ao reencontrar essas coisas foi de publicar tudo. Dar luz a esses textos embrionários. Sementes do que escrevo hoje, ainda em segredo, mas não por muito tempo.

Minha Caixa de Pandora.

O primeiro volume de três... quem sabe quatro livros, já está em andamento | tenho revisado alguns contos nos últimos meses | e pretendo lança-lo no próximo ano. Segundo semestre. Sim, essas coisas demoram. Mas vai ficar bacana! AGUARDEM!

Venho trabalhando também em um livro maior faz tempo. Texto experimental. Quer dizer: hoje em dia nem tanto. Lourenço Mutarelli lançou algo parecido, ao menos na forma, há alguns anos. Para mim foi alegria em dobro. Mutta é especial. Ídolo contemporâneo e experimentador voraz. Certeza de eu estar no caminho certo. O livro também fica para o segundo semestre de 2018. Para frente conversamos mais sobre ele. Até lá, alguns contos | da minha primeira fase | sairão em formato digital.

Livro novo a caminho.

Com a caixa aberta, a questão inicial foi: qual dos textos publicar primeiro? Já que o LIVRO 01 (ainda sem título) terá cerca de 15 contos.

Bom, reli o material algumas vezes, separei por data, estilo, afinidade, construí esquemas, pendulei, e por fim, continuei indeciso. Não pelos contos em si, claro, adoro todos! Mas por esse estigma que colocam sobre seu “primeiro” trabalho. O trabalho de “estreia”. Devo dizer de cara que não há estreia por aqui. Se fosse pensar nisso escolheria friamente o conto mais impactante e pronto!; mas a ideia não é essa. E sim deixar o material vir à tona de maneira natural. Logo, permiti que eles | os contos | decidissem. Foi a melhor escolha. Na última leitura tinha cinco deles gritando em minha cabeça. E o primeiro sai em breve pela Amazon.

Antes do “lançamento”, pretendo contextualiza-lo por aqui. Falar um pouco sobre sua história, construção, etc. A ideia é fazer isso com cada um.

Três livros de contos e um romance experimental. É nisso que venho trabalhando nos últimos meses. Escrevendo e revisando. Revisando e reescrevendo. Agora, aguarda só um pouquinho, porque daqui a pouco a coisa tá bombando por aí! Aqueleabraço!

CONHEÇA LITERATONICO

12.9.17

O PROCESSO | KAFKA E EU


Franz Kafka. O Processo. Por que começar minha página de “autor” no Facebook com este livro? Bom, em minha família as pessoas nunca tiveram o hábito de ler. Nem eu. | Sofro os reflexos disso até hoje | Tirando os livros da escola que eu odiava como toda criança, exceto os da Coleção Vaga-lume, Teu Pai Te Ama, e um calhamaço gigantesco sobre a história do café no Brasil que arrematei com o carnê do Baú da minha avó (essa fica para outro dia), nunca tive na infância, ou adolescência, relação afetiva com os livros. Era mais apegado às imagens. Filmes, séries, quadrinhos, álbuns de figurinha, e depois, com o tempo, a plasticidade total da música. As capas do Lps, CDs, os encartes, os clipes, as revistas Bizz, as imagens que construía mesclando letra e melodia, o clima que era criado com tudo aquilo. Mal sabia que já era a literatura à espreita. Contudo, fui apresentado a Ela ― de maneira formal ― muito tardiamente. Mas o “acaso” fez seu trabalho bem feito. Colocou-me no fim de um corredor, num cômodo apertado, cheio de livros e uma poltrona no centro. Da porta, uma antiga namorada mostrava a biblioteca da família. Para muitos sei que isso pode parecer surreal, mas até então, não tinha visto de perto tanto livro junto. E aquilo mexeu comigo. Os dorsos coloridos enfileirados sobre as prateleiras, que à princípio lembraram os discos do meu pai, empilhados no 3 em 1 da sala, a luz amarela sobre a poltrona, o silêncio convidativo, a sensação de acolhimento... 

“Quer algum emprestado”, ela perguntou.

Eu não tinha a menor ideia do que era sentar para ler um livro naquela época, e a princípio minha resposta foi não. Só que havia uma força ali que eu não conseguia explicar. Algo que movia minha atenção de volta para eles. Era a luz daquelas histórias me atraindo feito bruxa em candeeiro. No entanto, foi uma sombra no meio daquilo tudo que me enclausurou. Uma lombada escura que me chamou a atenção entre as cores baralhadas. Era “K.” me estendendo a mão. Arrastei o volume empoeirado para fora do cerco. Sob medida, a coisa se encaixou em minhas mãos brutal, feito uma luva de ferro, cheia de espinhos. Senti a textura da capa friccionando o polegar contra as ranhuras. O cheiro de mofo, de história adormecida, despertou algo em mim. Fiquei intrigado com a figura amarrada, dependurada no centro contra o vazio; contra a escuridão. O que seria aquilo? Meu estranhamento ― Alguém devia ter contado mentiras a respeito de Joseph K., pois, não tendo feito nada de condenável, uma bela manhã foi preso. ― só estava começando.


Este foi meu portal para a literatura. Pois é, não adentrei as palavras por uma passagem larga, bem iluminada, como a maioria das pessoas; mas por uma brecha escura em uma viela gelada, contudo, encantadora. E de lá, não sai mais. Kafka e seu farol soturno jogou sombra fria em meu caminho. E tudo que vi desde então foi por esta ótica perturbadora, claustrofóbica, onde o insólito se tornou cotidiano, numa luta incessante contra um “poder “que se revelava inalcançável. Meta para toda a vida.

Kafka me mostrou como o mundo sofrido em que vivemos pode ser belo; e o real, ainda que por detrás de uma cortina de ilusões, possível de se viver por algum tempo, este, precioso, mesmo quando somos vistos pela maioria como insetos asquerosos.


O processo foi a primeira coisa que li por “vontade” própria; com consciência do que estava fazendo. E encontrar naquelas linhas muito do que eu pensava a respeito do mundo, foi assustador. Surpreendente. Kafkiano de verdade. E enquanto juntava suas palavras, reencontrava minhas ideias; minhas angústias soterradas. Franz tornou-se um amigo inseparável a quem eu havia confessado muita coisa, e ele, por imprudência, talento e perspicácia, transformado em obras densas como tijolos, que iam reconstruindo minha alma a cada página virada.

Eu tinha 20 anos quando adoeci pela literatura. Vinte três anos depois continuo doente, graças a Kafka! Tudo que me veio depois dele, veio por ele. E como encontra-lo é me reencontrar, tudo que segue é bem-vindo. É obra sua. É parte deste universo paralelo, como você. Então, fique à vontade! Sinta-se em casa, pois no fundo, sempre estivemos aqui.

CONHEÇA LITERATONICO

29.8.17

LITERATONICO


Enfim, no ar!
L I T E R A T O N I C O
Página criada no Facebook para divulgar meu 
universo literário paralelo.

As coisas que escrevo, leio e ouço por aí.

Dá uma olhada!

Seja bem-vindo e...
CURTA. COMENTE. SIGA. DIVULGUE.
...fique à vontade.

Já, já tem novidade!
Aquele abraço!